terça-feira, 20 de julho de 2010

Uma breve introdução sobre os Florais


Flor, em grego, significa “o melhor de”. Uma planta floresce quando está vivendo o seu melhor momento de vitalidade e energia. De fato, as flores sempre acompanharam o homem, desde o seu nascimento, datas especiais como o aniversário, batizado, casamento, até o momento de sua despedida.

A Terapia Floral é reconhecida e recomendada pela Organização Mundial da Saúde como terapia complementar desde 1974, não substituindo o tratamento médico, psicológico e medicamentos alopáticos ou homeopáticos. Ela é um desdobramento da Medicina Vibracional, que leva em conta não apenas o corpo físico, mas também corpos energéticos associados ao físico.

Esta prática terapêutica considera que estes corpos interagem entre si, e que uma alteração no corpo físico é sempre precedida por um desequilíbrio em algum dos corpos denominados sutis (energias que conferem a individualidade ao ser humano), sendo a doença uma somatização de alguma desarmonia ocorrida em algum plano energético. A cura, então, consiste em harmonizar as vibrações destes corpos sutis, resultando em saúde, bem-estar e maior qualidade de vida para o paciente.

Todas as preparações usadas nesse método de tratamento são derivadas de flores, arbustos ou árvores silvestres. As essências florais são extratos líquidos, geralmente utilizados por via oral. São preparadas a partir de uma infusão solar. Desse modo, assim como ocorre com a homeopatia, os florais não podem ser analisados em laboratórios, devendo ser avaliados de forma empírica. De qualquer maneira, nenhuma das essências causa qualquer efeito colateral ou dependência. Elas não são recomendadas diretamente segundo o mal-estar físico, mas sim de acordo com o estado mental do paciente.

Com os florais é possível tratar o estresse, depressão, pânico, sentimentos de culpa, cansaço físico ou mental, tristeza, indecisão, sensibilidade excessiva, todos os tipos de medos, ansiedades e preocupações. As essências também são administradas para animais.

Florais de Bach – A terapia floral em humanos foi introduzida na década de trinta pelo médico inglês Edward Bach. Acometido de um câncer, esse pesquisador buscou outras formas de tratamento que produzissem resultados diferentes da medicina convencional. Impulsionado pela homeopatia de Samuel Hahnemann e determinado a encontrar um meio de atuar no universo emocional, pesquisou, nas flores, essências que pudessem revolucionar o atendimento em saúde, preenchendo uma lacuna deixada pela medicina ortodoxa e homeopática. Como precursor da Terapia Floral, ele deixou para a humanidade as essências de 38 flores.

Os Sistemas Florais – Atualmente, além das essências florais de Bach existem diversas outras essências, denominadas de sistemas. Pode-se destacar as essências florais da Califórnia (Flower Essence Society, EUA), do Alasca (Steve Johnson, EUA), da Austrália (Bush) e da França (Deva). No Brasil, há exemplos como os sistemas de Minas (Breno Marques), Agnes (Gelse e Lourdes), Filhas de Gaia, os Florais da Amazônia, os florais de Saint Germain, do Agreste, florais da Mata Atlântica e florais Brasileiros de Joel Aleixo.

Entendimento do Ministério da Saúde – O Ministério da Saúde entende que as Práticas Integrativas e Complementares compreendem o universo de abordagens denominado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa - MT/MCA, segundo conta na portaria 971 de 3 de maio de 2006.

A partir disso, o Ministério implantou diretrizes para o tratamento com a homeopatia, a fitoterapia, a acupuntura e a crenoterapia (terapia integrante da hidroterapia com uso de águas minerais e termais) nos hospitais públicos, proporcionando valioso precedente para a inclusão de outras técnicas complementares, como a terapia floral, a aromaterapia, a massoterapia e a cinesioterapia entre as dezenas de possibilidades terapêuticas legalizadas e reconhecidas pela OMS.

Para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), está claro que as essências florais (ou vibracionais) não são medicamentos, mas sim “ativadores de qualidades mentais da consciência humana”. Desse modo, não são supervisionadas pelo órgão.

A conclusão é a de que o poder público reconhece a possibilidade de utilização dos florais, desde que tomados os devidos cuidados com as normas de qualidade na produção e que as essências sejam recomendadas por profissional terapeuta devidamente formado e treinado para este fim.

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